terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Comportamento: Sua quantidade de amigos no Facebook é uma triste mentira




Ter muitos amigos on-line não significa que você terá mais pessoas para lhe ajudar quando estiver deprimido. Uma pesquisa publicada em janeiro pela revista The Royal Society Open Science mostra que temos tendência de manter um grupo pequeno de amigos - seja na internet ou na vida real.

Robin Dunbar, autor do estudo e psicólogo de Oxford, analisou uma pesquisa com 3.375 usuários do Facebook no Reino Unido. Descobriu que, apesar de contar com uma média de 150 amigos, essas pessoas procuravam apenas cerca de quatro deles durante uma "crise emocional". Os usuários também buscavam apoio de cerca de 14 amigos devido à "empatia" entre eles.

As pessoas tendem a ter um número semelhante de amigos próximos na vida real, de acordo com uma pesquisa anterior de Dunbar sobre redes sociais. Por isso, apesar de sites de mídia social como o Facebook expandirem nossas redes on-line, eles na verdade não engrossam nossas fileiras de amigos verdadeiros.

É por isso que manter amizades importantes, on-line e off-line, requer muito tempo e esforço mental. "Criar amizades é muito caro em termos de tempo: para manter uma amizade você tem de investir muito tempo na pessoa, de outra forma a amizade inexoravelmente cairá em qualidade", disse Dunbar ao The Huffington Post por e-mail.

Isso não significa que a tecnologia nunca nos permita superar as limitações que mantêm os grupos sociais dentro de uma intimidade apenas relativa, diz Dunbar. A tecnologia que consegue aproximar interações cara a cara também pode ter um maior peso na conquista de amigos na vida real.

As descobertas de Dunbar não significam que as amplas redes sociais não têm valor. "Transmitir um pedido de informação através de uma atualização do 'status' é uma ótima estratégia para conseguir uma resposta rápida de uma rede diversa", disse Ellison, que pesquisou as redes de amigos do Facebook.

Sem o contato cara a cara, as amizades tendem a desaparecer.

O tempo gasto atualmente no Facebook para manter amizades que estão morrendo poderia ser utilizado no desenvolvimento de novas amizades, mais significativas. E fazer novos amigos, conclui Dunbar, é provavelmente uma melhor maneira de utilizar o próprio tempo.

Se você não se esforçar, aquele amigo do Facebook se tornará, inevitavelmente, "um conhecido" do passado, Dunbar escreveu.

Fonte:Superinteressante

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

E com Lula, não vai acontecer nada?



Uma das maiores personalidade da política brasileira, Lula, construiu uma imagem quase que imaculada, sobre os alicerces de um grande nordestino que venceu todos os percalços que a vida lhe impôs e alcançou o mais alto posto da política nacional.

Essa caminhada que o ex-presidente Lula fez se colocando como o exemplo de integridade e honestidade parece que agora começa a ser arranhada.

Pelas ultimas noticias que acompanho Lula está sendo investigado pelo Ministério Público e pela operação lava jato. É sitio, é apartamento e é tráfico de influência tudo isso, que acredito, está tirando o sono de Lula.

A impressão que tenho é que com tantos casos de corrupção nesse governo parece que existe uma “força tarefa” para provar que Lula também é culpado. É como se uma pergunta não quisesse calar: E com Lula,  não vai acontecer nada?

Até o ano passado era clara a pretensão política  que o ex-presidente tinha de retornar ao Palácio do Planalto em Brasília. Não sei se vai ser tão fácil voltar novamente, o que sei é que ainda assim esse nordestino que soube muito bem construir uma imagem  onde grande parte da população se identifica, compartilhando as mazelas do que é ser um típico brasileiro  ainda tem o apoio da população mais carente.

Devemos ficar atentos a tudo, pois precisamos saber da verdade, precisamos conhecer os políticos corruptos no nosso país, mas também não podemos ser utilizados como massa de manobras de uma mídia tendenciosa e de grupos políticos que nunca se conformaram em ter perdidos. E como disse Guimarães Rosa “ Eu quase que nada sei, mas desconfiou de muita coisa”.


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Parauapebas 2016: Permanencer, Voltar ou Mudar




O  carnaval acabou agora parece que de fato o ano começa para todos nós. Aquilo que ainda não tinha sido resolvido e deixamos para depois do carnaval agora deverá se resolver. 
E assim começamos mais um ano de luta.

Na  nossa cidade o que percebo é um certo marasmo político, depois das visitas do GAECO e as operações realizadas aqui levando a cidade  ao ponto de uma verdadeira tempestade de furacão, a impressão que temos é que o que tinha de ser feito foi feito e quem pode se salvar salvou-se, e os  que não conseguiram, caíram na fogueira.

A cidade voltou à rotina de sempre, vemos pelas ruas obras da prefeitura  a todo vapor, outras a caminho de serem inauguradas e a população já criando expectativas pra  vê o que acontecerá esse ano com a nossa cidade durante o período eleitoral.

Permaneceremos com o atual governo? Que mesmo com tantos escândalos que houveram durante o seu governo , até o momento, não foi comprovado nada contra a idoneidade do chefe do executivo. Ou será que colocaremos novamente para sentar na sala  gelada aquele que já ocupou o lugar por oito anos? Mais ainda temos uma terceira alternativa, dá oportunidade para um que não assumiu o executivo municipal e  ter a chance de mostrar a garra de quem quer fazer seu nome na política municipal.

O certo é que a política esse ano na nossa cidade promete ser bastante acirrada. Os que estão querem ficar, os que saíram querem voltar e os que nunca tiveram querem ganhar. É digna de uma novela com vários capítulos que nós acompanharemos todas as cenas com muita audiência.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Porque o jornalismo politico está destruindo a política?




As abordagens jornalísticas que estão sendo empregadas em um contexto permeado por delações merecem uma reflexão ética mais consistente. É preciso estar ciente de que nenhuma fonte de informação está imune ao erro. A apuração segue sendo um elemento fundamental para que acusações infundadas não se tornem verdades absolutas



Em tempos de “combate à corrupção”, as delações premiadas se tornaram uma verdadeira obsessão dos jornalistas ligados ao segmento político no Brasil. 

Atualmente, o leitor desinformado terá dificuldades para identificar e diferenciar as informações políticas e as informações policiais presentes nas páginas dos jornais, sites e mídias sociais, particularmente nos veículos tradicionais de comunicação. A abordagem adversarial dos temas políticos não é novidade, entretanto, o jornalismo político contemporâneo pode ser comparado a um “esgoto a céu aberto”.


Sem dúvida, o teor das “revelações” é estarrecedor, os índices de corrupção e a falta de comprometimento dos nossos representantes merecem ser divulgados e os interesses privados, que afetam o interesse público, devem ser revelados. Mas, em uma perspectiva embasada nos princípios da ética jornalística, podemos afirmar que o conteúdo das delações pode ser considerado informação política?


Para clarear os aspectos e os dilemas éticos que envolvem essa problemática recorro à etimologia de duas palavras que, na minha opinião, devem estar atreladas a abordagem de temas políticos, são elas: respeito e política. A origem da palavra respeito está relacionada ao Latim, respectus que significa “olhar outra vez”. O sentido singular da palavra, e que quero enaltecer, está ligado a algo que merece consideração. Os temas políticos que emergem da sociedade merecem “respeito”, nem tudo o que é político está impregnado pelo miasma da corrupção.


A quem interessa a degradação da política?


Uma constatação que parece óbvia diante da apresentação adversarial dos temas políticos, particularmente a preponderância de informações relacionadas a corrupção, é que quanto mais a percepção sobre o universo político é negativa mais ele se restringe aos especialistas habituais. 

A omissão de informações políticas relacionadas aos diversos grupos que estão à margem do sistema político institucional/formal e buscam discutir e apresentar argumentos no cenário político, demonstra a centralidade do entendimento de política e, ao mesmo tempo, quem são os atores políticos que merecem notoriedade para o jornalismo político.

Recentemente os pesquisadores do objETHOS, Sylvia Moretzsohn, Lívia Vieira e Dairan Paul abordaram temas relacionadas a essa problemática. No artigo Spotlight, vazamento seletivo e os dentes do cavalo,  Moretzsohn destacou a falta de verificação das informações provenientes das delações premiadas: “o cuidado elementar de todo jornalista, que é, antes de mais nada, verificar a quem interessa a informação que lhe cai no colo, confirmar sua veracidade e publicá-la – quando for o caso – em seu devido contexto, passou a ser algo perfeitamente dispensável”.


As abordagens jornalísticas que estão sendo empregadas em um contexto permeado por delações merecem uma reflexão ética mais consistente. Não podemos aceitar que a política se resuma ao conjunto de acusações seletivas que está pautando as editorias de política atualmente. Essa constatação pode ser facilmente identificada nas “informações políticas” .



Fonte: Ricardo José Torres, no Observatório da Imprensa.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O que podemos aprender com as eleições nos Estados Unidos



A campanha presidencial dos Estados Unidos já começou alguns meses atrás. Embora ainda não foram definidos quem serão os dois candidatos à presidência  podemos já fazer algumas considerações sobre as eleições dessa grande potência mundial.

No país mais poderoso do mundo a lógica do processo eleitoral é meio inversa. O país é bipartidário com democratas de um lado e republicanos do outro, esses dois partidos dividem o país durante um período de quase um ano pra se saber qual partido vencerá na eleição.

O sistema é tão confuso, que mistura uma espécie de movimentos comunitários de cada estado do país com Igrejas e até residências particulares pra determinar qual será o representante a concorrer à eleição de cada partido. Sem contar que nessas eleições o que determina o resultado são os votos dos delegados, ou seja, cada candidato deverá conseguir um numero máximo de apoio desses delegados para sair vitorioso.

Mas quem pense que a democracia na América do Norte é seletiva - pois só votam os delegados- e não  tão clara, por demorar tanto tempo e ser um pouco confusa, está enganado. Lá o sistema eleitoral é muito bem monitorado pela justiça. Qualquer cidadão pode ajudar na campanha com doações e é isso que cada candidato almeja, no entanto as vultosas quantias arrecadadas para serem gastas durante a campanha vêm de grandes indústrias principalmente dos setores de tecnologias e farmacêuticas e tudo muito às claras da justiça.

Diferente desse nosso lindo país tropical que existem as doações feitas por pessoas físicas e jurídicas, mas o que prevalece mesmo são as “doações” de grandes empresas por debaixo dos panos. Como quem dá quer receber, aqui essas empresas quer receber tudinho com juros e correção.

No Brasil temos tantos partidos ( mais de 30) que nem mesmo conseguimos citar o nome de todas as legendas partidárias. Esses partidos recebem também uma contribuição do governo o chamado Fundo Partidário, ou seja, nosso dinheiro. E a lógica funciona assim: quanto mais partido, mais dinheiro do contribuinte é “dado” para esses partidos.

Que o nosso sistema eleitoral já melhorou não podemos negar, o voto de cabrestos lá do passado já não é tão escancarado, o “curral eleitoral” na época do coronelismo também teve suas baixas. A nossa justiça eleitoral tem modificado  muito a cultural que existia da compras de votos. Mas ainda há muito que fazer. E que possamos aprender cada vez mais como se faz política e se exerce a democracia no nosso país.