quinta-feira, 10 de março de 2016

Frei Betto e uma leitura sobre PT, Dilma e Lula

 Frei Bento é um filósofo, teólogo e escritor que já foi coordenador do Programa Fome Zero, que ainda no começo do Governo Lula foi substituído pelo atual Bolsa Família, ele escreveu dois livros em que analisou os Governos petistas: A Mosca Azul – Reflexão Sobre o Poder e Calendário do Poder. De Quito, para onde foi nesta semana para ministrar palestras, ele respondeu por e-mail aos questionamentos do EL PAÍS sobre o momento político atual.

 P. Como viu a reação do PT de pedir a mobilização de seus filiados nas ruas? Acredita que a polarização entre os lados pode se tornar algo grave para o país?

R. O juiz Sérgio Moro prestou um serviço ao PT que, devido às denúncias de corrupção que envolvem alguns de seus dirigentes, andava com baixa autoestima. O apoio de amplos setores da população ao Lula demonstra que ele continua a ser um líder de massa, talvez o único hoje no Brasil. Não creio que haverá polarizações graves, além de bate-bocas e empurrões e alguns socos. Porém, me preocupa o fato de o PT não ter aproveitado seus 12 anos no Governo para politizar a nação. Por isso, hoje o debate político é mais emocional que racional.

P. Você acha que a base do PT ainda está disposta a defender Lula, mesmo diante das suspeitas de corrupção e dos cortes feitos pelo Governo Dilma?

R. Sim, a base do PT é integrada pelo movimento sindical, movimentos populares, setores das pastorais populares da Igreja Católica e amplo contingente de eleitores. Embora crítica à desastrosa política de ajuste fiscal do governo Dilma, essa base se mobiliza quando se trata de  evitar o impeachment e a volta da direita no Executivo federal.

P. Você acredita na inocência do ex-presidente Lula?
R. Não tenho nenhuma razão para duvidar da integridade de Lula. Ele seria muito burro se, com uma trajetória de vida tão exposta, tentasse esconder algo indevido.

P. Como vê o fato de o ex-presidente morar e usar com frequência imóveis de amigos?

R. É uma opção dele, e isso nada tem de ilegal, ilícito ou imoral.

P. Como vê o futuro do PT? O que o partido precisa fazer para sair dessa crise?

R. Precisa fazer uma profunda autocrítica. Embora os Governos Lula e o primeiro mandato de Dilma tenham sido os melhores de nossa história republicana, muitos equívocos foram cometidos nesses 12 anos de Governo. Um deles, ter priorizado o acesso dos brasileiros a bens pessoais, como carro, linha branca (geladeira, fogão, micro-ondas etc), TV a cores, celular etc. Deveria ter priorizado o acesso aos bens sociais, como educação, saúde, moradia, saneamento, transporte, segurança etc. Resultado: criou-se uma nação de consumistas e não de cidadãos. Daí a raiva de amplos setores que, sacrificados pela alta da inflação e do desemprego (que já superam dois dígitos), já não pode comprar como antes.

P. Lula já se lançou como candidato para 2018. Ele deve mesmo concorrer ou acha que é o momento de o PT se afastar do poder e se reestruturar?

R. Lula só não será candidato a presidente em 2018 se morrer antes ou se Dilma concluir seu Governo com menos de 10% de aprovação.

P. Qual o caminho para o Governo Rousseff?

R. Mudar a política econômica, mobilizar o apoio dos movimentos sociais, promover reformas estruturais, como as política, agrária e tributária.

P. Mudar a política econômica significa voltar ao desenvolvimentismo? Economistas acreditam que isso pode ser perigoso para o país, neste momento.
R. Perigosa é essa recessão agravada pelo aumento da inflação e do desemprego. Não sou economista, mas se é para fazer ajuste fiscal o Governo deveria, primeiro, exigir sacrifícios de quem tem mais. Promover uma reforma tributária que obrigue os mais ricos, as 5.000 famílias brasileiras que detêm 49% do PIB, a contribuírem mais. Há que impor um sistema tributário justo.
 
Fonte: El País

quarta-feira, 9 de março de 2016

Já começou!

Mal começou a  corrida para ver quem ocupa as cadeiras no Palácio do Morro dos Ventos e na Câmara que já começou a reviravolta política entre os partidos em Parauapebas. Já era de se esperar que mudanças ocorressem nesses momentos que antecedem as eleições, no entanto estou até surpresa pela precocidade dessas mudanças. Nas minhas postagens anteriores comentei que nessa eleição, apesar de termos vários nomes como pré-candidatos para ocupar o cargo no poder executivo municipal, dois nomes se destacaria com uma forte indicação de bipolarização entre o atual governo e o ex-prefeito Darci.

Tudo indica que além dessa bipolarização um outro fator que vai apimentar ainda mais essa política são as  mudanças partidárias. Darci deixará o PT? E se deixar irá pra qual partido ? O PCdoB(que já está de olho)? São muitos questionamentos que não podemos nos precipitarmos em dá pitaco, o que podemos já perceber é que a saída de Darci do partido dos trabalhadores aqui em Parauapebas muda os rumos da política partidária na região. O PT que até então representava uma esquerda (mesmo que fraca) perderá um dos seus principais expoentes.

Já existe rumores que Darci terá o apoio do pré candidato a governo estadual Elder Barbalho, que até então se encaminhava para uma aliança com o presidente do Sinproduz e pré candidato Marcelo Catalão, ou seja, muda todo o cenário da política municipal. por enquanto tudo isso são possibilidades nada confirmadas. O certo é que ainda muitas águas irão rolar  nessa  política.

segunda-feira, 7 de março de 2016

De D. Pedro II a Lula: a oligarquia nunca perdoa

A nossa história é cheia de curiosidade, quando estou em sala de aula costumo dizer aos meu alunos que se não fosse a nossa história poderia ser até mesmo  piada pra ser contada em roda de amigos ou um filme de terror para certos episódios da nossa curiosa ou até mesmo triste história política. Nessa manhã encontrei um textos que faz uma retrospectiva da nossa história.
"Em 1889, o Imperador Pedro II, monarca popular, foi deposto numa operação secreta feita para evitar a resistência do povo. Os militares ligados ao golpe republicano entraram na residência oficial durante a madrugada e escoltaram à força o velho imperador e sua família diretamente até o porto, onde um navio já os esperava para levá-los ao exílio, expulsos do Brasil para sempre. A monarquia deu lugar ao regime militar ditatorial conhecido como República da 

Espada, e em seguida ao período conhecido como República do Café com Leite, em que oligarquias se revezavam no poder sem voto democrático. Um ano antes da sua deposição, o Imperador Pedro II havia sancionado a Lei Áurea, que abolia a escravidão do Brasil, contando com forte resistência das oligarquias brasileiras no Congresso, contrárias à abolição.


Em 1954, o presidente Getúlio Vargas suicidou-se com uma bala no peito após resistir a pressões pela sua renúncia. Pesavam sobre o presidente denúncias de corrupção que, embora jamais provadas na Justiça, eram veiculadas diariamente na grande mídia da época, notadamente pela voz do jornalista Carlos Lacerda. Um ano antes de sua morte, Getúlio havia fundado a Petrobras, empresa que instituía o controle nacional sob a exploração do petróleo e constituía passo estratégico para a soberania do país. No dia da morte de Getúlio, uma multidão tomou as ruas da capital, evitando um golpe militar que se organizava nos quartéis.


Em 1964, o presidente João Goulart foi deposto por uma junta militar com apoio de segmentos da classe média e de grandes veículos de comunicação, notadamente do jornal O Globo. Dias antes de sua deposição, no episódio conhecido como Comício da Central, Jango havia feito discurso em que anunciava medidas de cunho popular, como a reforma agrária e a reforma urbana. Em 1965, foi inaugurada a Rede Globo de Televisão, organização que cresceu durante todo o período do regime militar até alcançar mais de 95% do território nacional.


Em 2016, Luís Inácio Lula da Silva, presidente mais popular da história do Brasil, é detido e levado à força para interrogatório, numa operação realizada às 6 horas da manhã, com efetivo de 200 policiais. Segundo a Polícia Federal, o objetivo da ação, chamada condução coercitiva, foi o de evitar confrontos e agitações populares. Contra o ex-presidente, pesam acusações de corrupção que, embora jamais provadas na Justiça, são veiculadas diariamente pelos veículos de comunicação – notadamente os que pertencem ao grupo Globo. Lula foi o primeiro cidadão brasileiro oriundo de uma região pobre do país e da classe baixa a alcançar o posto de Presidente da República. Em seu governo, Lula conduziu, segundo números da Unesco, mais de 40 milhões de pessoas para fora da linha de pobreza e terminou seu mandato com 80% de popularidade."

Fonte: por Felipe Galvon-DCM

sexta-feira, 4 de março de 2016

Ainda vai ter Brasil?

Parece que vivemos num grande pesadelo tudo que está acontecendo em nosso país. Nos últimos dias só se fala em Lava Jato. Uma avalanche de complicadas e embaralhadas notícias sobre empreiteiras, governo, delações, corrupções e prisões.

Como já postei anteriormente aqui no blog devemos ficar atento a tudo que está acontecendo. Pois está claro que em primeiro lugar parte da grande mídia está fazendo uma campanha contra Lula, Dilma e PT- essa perseguição, é claro que é em favor de outro grupo político- e em segundo lugar não existe nenhum santinho nessa história, quem deve deverá ser enquadrado na Lei, seja quem for, porém não se pode é fazer sensacionalismo como o que está acontecendo. Além do mais virá um salvador da pátria para salvar o nosso país das garras desse governo? Se tiver me avise na próxima eleição votarei nele!

País como o nosso com riquezas naturais imensuráveis, com um povo alegre e agora poderá transformar-se em país sem governo? ou melhor país com um governo ditatorial?

que existe um grupo político forte por trás de todo esse interesse existe, agora o que acontecerá depois? È própria existência do nosso Brasil que está em jogo. Como irá sobreviver essa nação depois de tantas quedas, nós já estamos fartos de tudo isso.

O futuro não é nada promissor para  o nosso país...esperamos que depois de tudo isso aprendemos lições. "Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia..."

quinta-feira, 3 de março de 2016

Vai ter golpe?

Em períodos de crise como a que estamos passando sempre tiramos lições de algumas coisas que talvez em outras situações não pararíamos para refletir.O país está um verdadeiro caos político, não se sabe o que nos reserva o amanhã, mesmo não sendo vidente(lógico), em  países de estabilidade se faz conjecturas para o amanhã , as empresas planejam e buscam estratégias para se preparar para o ano seguinte( não é o nosso caso), pois o que irá acontecer de fato com o Brasil?

Todas as vezes que leio alguma coisa  sobre o nosso país a impressão que tenho é que o pior ainda está por vir. Não consigo imaginar o que seria esse pior mas a cada dia  uma má noticia sempre está estampada como notícia de primeira capa.

Em ano de Lava Jato, Impeachment, derrubadas de grandes nomes que representavam a política brasileira parece que sempre vivemos com uma veda nos olhos e que somente agora tudo foi esclarecido. Mas não é bem assim meus caros leitores, tome cuidado com tudo o que você lê. 

Fazendo uma análise daquilo que pode ser verdade ou não, rapidamente podemos já desconfiar de algumas notícias que circulam na  grande mídia. Não querendo dizer que tudo que é noticiado é mentira, lógico que não, mas talvez uns 60% são inverdade, ou talvez servindo de verdade para aqueles que querem implantar a sua verdade ( entendem?).

Agora só falam no juiz de Curitiba Sérgio Moro que está coordenando essa Operação Lava Jato. Um homem de coragem sem dúvida alguma,  que está enfrentando dentro dos limiares da Lei, grandes marajás da nossa política. Mas a pergunta que agora me inquieta é que será que esse juiz está realmente buscando uma verdade? Será que Moro tão corajoso está agindo de forma imparcial para emitir mandatos de prisões? Será que ele também não foi mordido pelo sistema? São muitas perguntas.

O que circula na pequena mídia são questionamentos da falta de imparcialidade de mandatos de prisões contra alguns e outros não. Sem contar que quando se tem alguma denuncia contra alguns políticos logo é divulgado na mídia com uma enxurrada de noticiários que acabam ficando enfadonhos de tão repetitivo que se tornam. Mas para outros políticos a impressão que se tem é que é pra colocar panos mornos, abafar o caso.

Eu como historiadora que sou, temo mais ainda por toda essa situação, pois parece que é um filme que se repete. Ao longo da nossa história política passamos por momentos tristes de golpes, derrubadas de governos, ditaduras. E por todas essas fases  da nossa história as coisas não aconteceram de uma hora para outra. Existiram os momentos de pré-golpes, toda a preparação para a hora certa àqueles que planejavam o golpe atacar. 

Será que não estamos vivenciando um pré-Golpe?

Além do Impeachment  já se falam até mesmo escolher o presidente de forma indireta sem um plebiscito(Consultar a população ). Lógico que existe muita especulação mas diante de tantas coisas na qual já passamos é bom ficarmos de olhos e  ouvidos bem atentos. Como está na própria escritura sagrada: Vigiar e Orar!E se terá golpe ou não só o tempo dirá....o tempo...o tempo.
 







quarta-feira, 2 de março de 2016

Ibope: Aumenta rejeição a Lula, mas nenhum dos possíveis pré-candidatos para 2018 se beneficia

O IBOPE Inteligência perguntou aos brasileiros o potencial de voto e a rejeição dos possíveis pré-candidatos à presidência da República nas eleições de 2018.

Marina Silva tem, hoje, um potencial de voto de 41% dos eleitores brasileiros: 13% dizem que votariam com certeza e 28% declaram que poderiam votar nela para presidente em 2018. Na sequência, aparecem Aécio Neves, com 40% (com certeza votaria – 15% e poderia votar – 25%), Lula, com 33% (com certeza votaria 19% - o maior dentre todos os nomes pesquisados- e poderia votaria 14%), José Serra, com 32% (8% e 24%), Geraldo Alckmin com 30% (7% e 23%) e Ciro Gomes com 19% (4% e 15%).

Por outro lado, o ex-presidente Lula é, dentre esses nomes, o que tem a maior rejeição dos entrevistados: 61% não votariam nele de jeito nenhum para presidente da República em 2018. O segundo mais rejeitado é José Serra, com 52%, seguido de Geraldo Alckmin (47%), Ciro Gomes (45%), Aécio Neves (44%) e Marina Silva (42%).

Em relação a outubro do ano passado, quando essa pergunta também foi feita aos brasileiros, a rejeição ao ex-presidente aumentou seis pontos percentuais enquanto que seu potencial de voto caiu oito pontos. A rejeição de Lula foi a única que cresceu nesse período. A dos demais candidatos caem e também aumenta o número dos que dizem que não conhecem o suficiente para opinar sobre os possíveis candidatos. A rejeição de Marina recua oito pontos; a de Ciro, sete; a de Alckmin, cinco; a de Aécio, três; e a de Serra, dois.

Porém, nenhum deles conseguiu absorver para si a rejeição ao ex-presidente, já que todos continuam com níveis de voto certo equivalentes ao que tinham em outubro: 42% (15% e 27%) para Aécio, 39% (11% de “com certeza” e 28% de “poderia votar”) para Marina, 32% (8% + 24%) para Serra, 30% (7% + 23%) para Alckmin e 20% (4% e 16%) para Ciro.

Os resultados aqui mencionados refletem a opinião da população neste momento e podem mudar ao longo do tempo de acordo com os fatos políticos que surgem, das candidaturas que serão oficializadas, bem como o desempenho e nível de conhecimento dos possíveis candidatos.

Sobre a pesquisa

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em 142 municípios, entre os dias 13 e 17 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: blog o cafezinho